quarta-feira, 9 de abril de 2014

O preço do troco, anos depois de uma "Copa do Mundo"

O comportamento do ser humano ao fazer algo que sabe que não deve fazer é quase um pequeno espetáculo do mundo das expressões, é tão ou mais pertinente do que uma prova concreta, e nada mais é do que consciência latejando a ponto de ser exteriorizada para as pessoas ao seu redor sem que você queira ou planeje, mas eu vou parar de escrever assim porque já estou parecendo um velho amigo - ou o que eu pensava que era – que eu vou chamar de Caixinha Quebrada, caso volte a falar dele e voltarei. Mas o que eu tava falando é quase igual à outra parada que também se torna latente no corpo dos homens involuntariamente de vez em quando, algo que a piazada no colégio onde eu cursei o ensino fundamental chamava de "ivo". Geralmente acontecia na aula de uma inesquecível professora que além de contar História era policial civil e com esta jornada dupla moldou um corpo que ela mesma assumia ser sob encomenda, que permitiam que ela desfrutasse da casa dos 40 como a Sheron Stone fez tempos atrás... bom tempos aqueles que talvez nunca voltem...

Um tempo que eu tinha paz e nenhum carma, continuidade e não frieza. Um tempo antes de eu conhecer a Luz da Manhã, muito tempo antes de eu ver aquela expressão de quem fez algo muito errado jorrando do rosto dela, isso junto a outro som que eu não conseguia lembrar, não conseguia manter na cabeça cada vez que era interrompido por um despertador ou outro som qualquer que me fizesse acordar, sem nem saber ao certo o que a Luz da Manhã tinha feito e por que aquilo no olhar dela, por que aquilo me fazia tanto mal. Foi basicamente em busca de um silêncio que me fizesse ouvir e lembrar aquele som, que eu dei o pé pra bem longe de Curitiba, eu fui mais longe do que você possa imaginar.

O fato é que não só baseado em um sonho que me perseguia que eu estou fazendo isso tudo que venho fazendo. Hoje eu já sei exatamente o que trouxe para a Luz da Manhã esse olhar diferente. Eu, Derek Dias, jamais brincaria com uma coisa séria dessas, expor a vida de outra pessoa na rede. E é por isso que talvez a Luz da Manhã dificilmente descubra o que eu estou fazendo aqui antes de eu querer que isso aconteça, porque assim como ela não se chama Luz da Manhã, eu não me chamo Derek Dias e enquanto isso eu posso contar do showzinho que ela deu em 2010...

Ela estava quase que meses ficando com um cara do terceiro ano, um arrogante de academia sem proteína certa na cabeça, ou talvez só proteína, sem cérebro. Ela só bebeu pouco mais do que devia para o estilo da “festa” que a gente estava, assim que aquilo que pretendia festejar qualquer coisa se transformou em um cineminha da galera, ela, do nada botou a mão por baixo do cobertor e pegou em mim. Sim, exatamente o que você está pensando, como se fosse uma final de copa do mundo onde ela jogasse com cinco jogadores e eu só com um, confesso que eu só não gritei gol pra ela porque logo o entregador de pizza chegou e acenderam as luzes. Enquanto isso o mané de academia dormia, em sua casa, "pra não se atrasar pro treino cedo" e sonhava com um anel que ia comprar pra Luz da Manhã.

Ai você me pergunta, e porque você iria se apaixonar por uma garota assim? Exatamente o que o Caixinha Quebrada me perguntou lá atrás, quando costumava ser meu melhor amigo, antes de me trair encobrindo o furo que a Luz da Manhã fez na minha alma. E se você acha que tudo isso aqui é papo de corno e que tudo que ela fez foi me trocar por outro cara, você esta enganado, antes fosse. O que a Luz da Manhã fez pra mim é muito pior que traição e me dá o direito de fazer o que eu quiser, mesmo sendo pouco: relatos, fotos, vídeos, tudo o que eu tenho dela na internet e vai ser pouco, mas pra valer a pena então eu vou fazer aos poucos, porque quanto mais gente souber melhor, mais caro o meu troco por ter não me espertado lá atrás, naquela copa do mundo em que ela me masturbava enquanto era comprometida com outro.


E é claro que não vai ficar só nisso, depois do nome dela aqui (só o dela, a identidade dos outros eu pretendo preservar até o final) e da merda no ventilador eu vou deixar o virtual e vou para o real mostrar umas coisinhas pra nossa querida Luz da Manhã. “Nossa” em termos, pois assim como ela nunca foi somente minha, ela vai sempre vai pertencer a qualquer um ao mesmo tempo em que não pertence a ninguém.