quinta-feira, 20 de março de 2014

Um pouco de rock e comercial de calça jeans

Hoje eu confio no meu modo aleatório, não existia necessidade alguma disso quando tudo o que eu tinha para ouvir música eram CDs em uma prateleira e um aparelho estéreo onde para introduzir aquele objeto circular - cujo lado padrão sempre continha uma linha verde dançando conforme a luz – e apertar play, você precisava confiar em um conjunto da obra e não podia dispor da vantagem de não gostar de uma faixa e com um clique você dizer: - “me traga outra música totalmente diferente”. Quem não confia no seu modo aleatório?

A Luz da Manhã poderia confirmar que eu sempre gostei de consumir álbuns inteiros, ao invés de músicas de trabalho soltas a mando de uma tendência. A forma que eu a conheci foi completamente de todas as maneiras que seguem uma tendência ou um referencial qualquer de como um casal deve se conhecer.

Como eu queria ser estimulado a escrever sobre somente coisas boas envolvendo a minha vida e a dela, da Luz da Manhã, daqui, até o final deste blog.

Final de blog?

Nunca foi minha praia entender como um blog funciona, minha praia tinha um mar amarelo. É, exatamente como você pensou: um mar amarelo repleto de livros amarelados.

Um terço do dia livre, um segundo de impulso, o primeiro post. Eu entrei nisso aqui de bobeira, mas eu tenho na minha cabeça exatamente como vai terminar: legal pra mim, legal pra vocês e não tão legal assim pra Luz da Manhã.

Eu achava que sabia como ia terminar, aquela noite, muito tempo antes de eu pensar em sumir. A música no estéreo chamava-se “Notion”. Eu tinha acabado de soltá-la só com um rápido aperto no controle remoto. Eu fiz assim porque queria parecer o mais desprendido e despreocupado possível (hoje vejo que já conhecia a importância de confiar no próprio modo aleatório) e a música que eu soltei dizia pra ela não bater na porta porque já tinha estado ali antes. Mentira. Era a primeira vez, tudo bem que o primeiro beijo já tinha acontecido e por isso logo depois do primeiro refrão eu já estava com a minha mão debaixo da blusa dela, a mão dela no meu peito, um sussurro me mandando tirar a camisa e antes desse texto começar a parecer um conto erótico – os próximos talvez pareçam mais ainda, culpa da Luz da Manhã, não minha – eu digo que aquela onda terminou como um comercial americano de calça jeans: sem calçados, sem partes de cima e calças devidamente vestidas (teve uma hora que eu não sei como ela conseguiu fechar a minha). Eu não achei a menor graça quando ela, além de recusar começou a dizer que tinha que ir embora e foi.

Eu escondi o sutiã dela quando ela foi ao banheiro antes de vesti-lo. Eu estava bêbado e fiz em tom de brincadeira, ela também estava, mas não achou a menor graça.


Pergunta pra Luz da Manhã se ela está achando graça agora e por quanto tempo ela vai achar graça daqui pra frente. Engraçado teria sido eu não ter devolvido o sutiã e mostrá-lo em foto aqui agora, mas calma, por hora eu vou postar só uma foto de uma linha verde dançante e do preservativo que a gente não usou naquela noite.