domingo, 11 de maio de 2014

Os escritores nascem escritores assim como os músicos nascem músicos



E como uma relação pode atravessar uma eternidade? Eu nunca me imaginei escrevendo sobre relacionamento. “Ele é só um moleque que gosta de inventar histórias”. Minha mãe, falando pra Luz da Manhã, na minha frente. Ela estava nos repetindo a fala do orientador quando ela foi convidada a ir à minha escola colégio uma vez que eu nem me lembro. Minha mãe tentava resolver uma espécie de discussão que surgiu depois de eu falar que acreditava que os escritores nascem escritores assim como os músicos nascem músicos.

“Ele é um criativo!” Minha mãe lembrando a desculpa do orientador. Hoje eu insisto mais ainda: os criativos nascem criativos e os lógicos nascem lógicos, deixando de lado toda a baboseira de não sei quantas mil horas e trazendo artistas plásticos, artistas de rua, roteiristas, fotógrafos, dançarinos, matemáticos e as estatísticas (que podem ser as mulheres que cursam Estatística na faculdade) para defender o time dos que nascem pré-destinados à suas atividades.

É chato lembrar que naquela noite eu ainda discuti mais com a Luz da Manhã, no fundo eu sabia o que ela queria dizer ao insistir que ninguém nasce predestinado a nada. Por isso ela falou mais merda pra mim e mesmo transando com ela no meio da mesma noite eu não consegui conversar naturalmente depois de a gente terminar o ato. Ela odiava quando se desculpava com sexo e eu comia ela e depois continuava nervoso, esperando um pedido de desculpas dito e não feito.

Eu poderia escrever um ato. O cinema também faz isso não só o teatro. Olha que interessante! Eu poderia escrever sobre qualquer coisa. Quanta ironia, o moleque que gostava de escrever aventura pra crianças, histórias amenas, cotidiano de dimensões diferentes, todo aquele portfólio que a Luz da Manhã nunca lia nada até o final, hoje ele escreve sobre relacionamento.

Ela pode adiar o quanto quiser ler o que eu escrevo sobre ela agora, ela não navega por blogs? Ela quer na timeline dela? Pois bem, cedo ou tarde ela vai ler. Curitiba não é tão grande assim, nem virtualmente.

E quer saber algo interessante sobre a lei e a Luz da Manhã? Uma já desviou da outra e isso vai acontecer mais uma vez caso ela vá reclamar algo relacionado à liminar de privacidade inventada em homenagem à outra mulher safada que pinta o cabelo. Primeiro porque a Luz da Manhã não é nem atriz nem famosa e mesmo sendo algo bem próximo disso, ela é a Luz da Manhã, eu não disse o nome dela então artigo nenhum vai me enquadrar.

Especialmente hoje eu descobri duas coisas que me fazem ter mais força pra levar tudo isso até onde eu tenho planejado, até que todas as máscaras se caiam, não só da Luz da Manhã, a de quem tava junto também! A primeira foi que já visitaram essa história, de alguns jeito, mais de mil vezes e a segunda é que a rotina da turminha toda continua a mesma coisa, ou seja, nenhuma das mil visitas foi de qualquer um dos envolvidos.
Então vamos! Vamos brincar com a moral uns dos outros na internet, se você não quiser participar ativamente só saiba, entenda, aprenda. E se tiver a oportunidade de reconhecer a Luz da Manhã de algum jeito, mande o link pra ela porque eu não vejo a hora de ver o andar nervoso dela atravessando a rua de manhã, aqui, tão perto desse quarto abafado de onde eu escrevo agora.